Janeiro mal passou da primeira quinzena e o mercado já está em movimento. Enquanto algumas empresas estão ocupadas ajustando planilhas, discutindo “timing ideal” e esperando o tal “momento certo”, outras já estão fazendo o que sempre funcionou no capitalismo: aparecendo, investindo e vendendo.
Para quem atua com soluções para RH, a mensagem é simples — e um pouco dura: não existe crescimento sem investimento em visibilidade. Não existe conquista de mercado no silêncio. E definitivamente não existe venda sem presença.
Ainda assim, todo início de ano repete o mesmo roteiro tragicômico. Marketing entra em modo contemplativo. O orçamento fica “em avaliação”. A decisão é empurrada para fevereiro, depois março, depois “vamos ver no segundo semestre”. Enquanto isso, o concorrente já está nas redes sociais, nos eventos, nos portais especializados, nos podcasts, nos painéis, no feed do LinkedIn e — detalhe importante — na cabeça do decisor de RH.
Existe uma crença curiosa em algumas áreas de marketing: a de que um bom produto se vende por osmose. Que o RH, magicamente, vai acordar um dia e pensar: “Nossa, preciso exatamente dessa solução que nunca vi, nunca ouvi falar e nunca encontrei em lugar nenhum”.
Não vai.
O RH compra de quem conhece, confia e reconhece. E reconhecimento não cai do céu — se constrói com presença constante.
Estar nas redes sociais não é vaidade. É sobrevivência.
Estar nos principais eventos de RH não é luxo. É estratégia.
Investir em publicidade não é gasto. É oxigênio comercial.
Quem não aparece em 2026 não está sendo discreto. Está sendo invisível.
O RH de hoje consome conteúdo, compara fornecedores, acompanha tendências, segue especialistas, participa de eventos, escuta podcasts, lê portais especializados e observa — com lupa — quem realmente entende suas dores.
Enquanto isso, algumas áreas de marketing ainda operam como se estivéssemos em 2012: campanha pontual, ação isolada, presença tímida e medo crônico de investir.
O problema? O mercado não está esperando ninguém se sentir confortável.
2026 não será um ano gentil com marcas ausentes. Será um ano de disputa brutal por atenção, orçamento e relevância. Quem vende soluções para RH precisa aceitar uma verdade simples: se você não investir para ser visto, alguém vai ocupar o seu lugar.
Não basta ter solução inovadora.
Não basta ter discurso bonito.
Não basta ter “case interno”.
É preciso investir.
É preciso aparecer.
É preciso incomodar o feed, o evento, o radar do RH.
Marketing que não assume esse papel não é estratégico — é decorativo.
Se a sua empresa quer vender mais em 2026, ganhar mercado e ser lembrada quando o RH for decidir, o caminho está dado:
publicidade
redes sociais
eventos de RH
conteúdo relevante
presença constante
O resto é autoengano corporativo com planilha bonita.
2026 já começou. O mercado também.
A pergunta é simples: sua marca já chegou ou ainda está pedindo autorização para existir?